Oi, tudo bom? Muito obrigada pelo elogio, fico muito feliz em saber que gostou dos textos. Ficaria muito feliz se indicasse no MadHouse sim! :DD Quanto a Red, bom, eu estou planejando um prelúdio, mas não é nada certo ainda.
Abraços, Catarina. (:
Oi, tudo bom? Muito obrigada pelo elogio, fico muito feliz em saber que gostou dos textos. Ficaria muito feliz se indicasse no MadHouse sim! :DD Quanto a Red, bom, eu estou planejando um prelúdio, mas não é nada certo ainda.
Abraços, Catarina. (:
Cata-rima
Buscando palavras em cada esquina
As encontra fracas, miúdas, sombrias
Ah, Catarina,
Tu, assim como és
Transforma o sombrio em poesia.Para minha baiana arretada, Catarina.
Gabriela Santarosa
Poema da Gabriela, feito para mim. Então o É a Hora do Chá hoje tem direito a fugir do padrão.
Acessem: boanoitecinderela.tumblr.com
São Paulo, 1899.
O som dos passos rápidos ecoavam pela rua vazia. Já era tarde da noite. O vestido longo de Anne roçava pela lama que havia na rua. Suas mãos tremiam de nervosismo e mexiam na saia do vestido quase o tempo todo.
Caminhou por mais alguns metros até que escutou um barulho estranho. Assustou-se e parou de andar. Olhou para todos os cantos da rua e não conseguiu ver nada. Engoliu em seco e resolveu retomar o rumo.
Não andou nem três metros quando escutou o barulho novamente. Mais uma vez, olhou ao redor e não viu nada. Ficou ainda mais nevosa.
- Quem quer que seja, apareça!
Sua voz ecoou pela rua. Anne agora encontrava-se perto de um beco imundo. Quando ia retomar os passos, uma voz surgiu do beco.
- Ora, ora, ora…
Anne gritou de susto e de medo e tentou correr, mas tropeçou na barra do vestido e caiu. O dono da voz gargalhou com a atitude patética. Seu rosto não estava visível por conta da escuridão.
A “voz” deu um passo em direção a Anne, enquanto esta tentava se levantar.
- Nem tente. Permaneça aonde está. - A “voz” ordenou. Anne paralisou ao escutá-la: era cortante, fria.
- Por favor, não me machuque! - implorou ela.
A “voz” se aproximou da mulher e agachou-se ao seu lado. Tocou de leve os cabelos escuros de Anne e depois o rosto delicado.
- Sua pele é macia. Gosto disso. - disse sadicamente.
- Sim, ela é. - murmurou Anne.
- É uma dama da noite?
- S-sim.
Alisou mais uma vez o rosto de Anne, apreciando a textura. Depois, alisou a pele do pescoço, enquanto murmurava “É, vai servir”.
Anne começou a chorar baixinho. A “voz” repousou um dedo nos lábios da prostituta e murmurou um “shiu”. Mexeu em alguma parte da roupa e retirou uma faca. Anne começou a gritar em desespero.
- Calada! - gritou a “voz” e deu um tapa na cara da mulher.
- Por favor…
- Minha obra está quase pronta, falta só a maciez do seu rosto. Garanto que ela ficará bem preservada. - A “voz” sorriu sadicamente para Anne.
A mulher tentou se mexer, mas a “voz” fez um corte em seu braço. Anne gritou de dor, enquanto a “voz” aproveitava-se do momento e retirava uma corda das vestes, amarrando os pulsos de Anne em seguida.
Com Anne imobilizada, a voz dirigiu a faca para seu rosto. Divertia-se com os gritos de sua vítima. Fez o primeiro corte de muitos no rosto da prostituta.
Só o que se ouvia na rua eram os gritos desesperados e de dor ecoando por toda sua extensão.
Ela tinha um sorriso doce, fácil. Sorria o tempo inteiro. Não existia tristeza para ela. “O que é tristeza?”, perguntaria. Era encantador o jeito de realizar perguntas.
Estavam caminhando há algum tempo. A rua era cheia de pedras, as quais ela observava atentamente. Vez ou outra, fazia um comentário. Ele ria com as observações que ela fazia. Incentivava-a a comentar mais.
De repente, um trovão foi ouvido. Não demorou muito e os primeiros pingos de chuva começaram a cair. Ele a chamou, pedindo para ficar por perto, pois iria procurar abrigo para os dois. Ela apenas sorriu, aquele sorriso inocente de menina.
Ela começou a pular nas poças d’água e se divertia quando a água espichava e a molhava. Ele deveria reclamar e dizer que agindo daquela forma, iria pegar um resfriado. Mas o jeito como ela rodava, deixando a chuva molhar o rosto e pulando nas poças, era fofo. Era único.
Pulou com ela. Segurou seus braços e começaram a girar. Riram bastante e até que estavam encharcados, não saíram da chuva.
Então, a chuva enfraqueceu e ele achou melhor aproveitar o momento e irem para casa. Por mais que gostasse de vê-la se divertir, prezava ainda mais sua saúde.
- Luna, vamos para casa. - chamou. Ela o encarou e correu em direção aos seus braços. Ele a abraçou e deu uma gargalhada. - Ei, menina! Se divertiu, não é?
- Sim.
- Então, vamos. - colocou-a sentada nos ombros e começou a caminhar. Luna gargalhava cada vez mais.
- Papai, a mamãe vai ficar chateada?
Ele refletiu por um instante. Certamente Mônica não aprovaria os dois chegarem encharcados. Mas se ela estivesse ali, vendo o sorriso da menininha deles, se divertindo ao brincar na chuva com o pai, ela iria relevar.
- Um pouco, querida. Mas que tal levarmos alguma coisa para ela? Assim, ela vai nos perdoar.
- Acho bom. Que tal chocolate? Mamãe adora chocolate! - Luna exclamou como se o que tinha dito fosse a melhor ideia do mundo.
Ele riu. Sabia o que a filha queria: evitar a bronca da mãe, agradá-la e ainda ganhar alguns chocolates. Ele sabia de tudo isso, mas não conseguia resistir.
- E você também! - Luna confirmou com uma risada. - Então, chocolate para mamãe!
- Êba!
Os dois compraram chocolates para Mônica e foram para casa. Ele cada vez mais tinha a sensação de que ser pai é a melhor coisa do mundo.

Uma serial killer (apelidada de Red) que mata apenas homens assusta a população de uma cidade. Dois detetives - Danilo e Laura -, são os responsáveis de investigar o caso. Enquanto isso, são chantageados por uma jornalista, Olívia. Ela é a única em toda cidade a apoiar as medidas tomadas até agora para resolver o caso, enquanto que Danilo e Laura procuram por novas evidências em mais uma vítima de Red.